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COPA E ELEIÇÃO E CORRUPÇÃO

23/05/2018

Dois elementos que marcam e movem a vida de todo brasileiro.

 

Eimar Fonseca / 9-dades Comunicação

2018 será para o Brasil um ano especial porque nele terão lugar dois acontecimentos que tocam na alma das pessoas: ELEIÇÃO e COPA DO MUNDO. Depois de péssimos anos políticos que tivemos ninguém gostaria de repetir, e será o ano em que a seleção de futebol tentará a desforra, na Copa da Rússia, pela vergonha da derrota por 7 a 1 contra a Alemanha no Mineirão. No Brasil, mais especificamente a CORRUPÇÃO está ofuscando a COPA DO MUNDO, e os índices de rejeição do brasileiro com a Copa do Mundo, que já beira 70% é a mostra que os roubos desenfreados em nossas instituições e no mundo político. O noticiário hoje tem pouco espaço para a Copa do Mundo e mais espaço para prisões de políticos e inquéritos policiais. Neste ano as urnas serão um termômetro para saber até onde chega a febre de desalento dos brasileiros com a política e seus desejos de renovação. Saberemos se querem que as coisas mudem para melhor ou preferem que continuem se arrastando no desgoverno e descaramento que estamos vivendo. O brasileiro é hoje um desestimulado com futebol e política. Mas nem mesmo assim, estes assuntos saem do imaginário do povão. Neste ponto, o brasileiro é otimista. Sempre acredita que alguma coisa irá melhorar. E, embora possa parecer estranho, o resultado da seleção na Copa da Rússia, poderá influenciar positiva ou negativamente as eleições que se apresentam como uma das mais complexas e difíceis em muitos anos. Já sei que o futebol nem sequer no Brasil desperta hoje aquela paixão dos tempos em que este país ganhava uma Copa atrás da outra e se identificava com a bola bem jogada. Já sei que o futebol, paixão quase universal, carregada de símbolos, foi profanado por corruptos da CBF e da FIFA. Mas após a Copa da Rússia, cada um decidirá, quem escolher para tentar amenizar esta crise institucional política que se instalou no Brasil que, de país do futuro, se viu descarrilar em um presente sem rumo. Todo brasileiro precisa pensar que precisamos além do futebol, um dirigente que tire esse país tocado pelo lixo da corrupção, com capacidade e sabedoria para levantar os ânimos da população e reunificar os que a degradação da política levou a se enfrentarem duramente. Mas não será o futebol que nos fará um país melhor. Este sentido é para nós mesmos.