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Intervenção Federal pode ser a saída para a saúde em Minas

26/04/2018

Parlamentares e gestores hospitalares  discutiram sobre a grave situação dos atrasos no Estado

A crise financeira deflagrada na saúde por causa dos atrasos nos repasses de recursos estaduais voltou a ser debatida na Comissão de Saúde da ALMG, sob o comando do deputado Carlos Pimenta, nesta terça-feira, 24.04. Parlamentares presentes ao evento ouviram os apelos de representantes das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas sobre a situação caótica da saúde e aproveitaram para cobrar respostas e ações do Governo do Estado para solucionar a situação enfrentada pela saúde em Minas.

            A dívida  do Estado com a rede de hospitais, soma R$ 450 milhões. Com um total de 314 leitos, sendo 120 deles referência no atendimento em suas regiões, os hospitais filantrópicos e santas casas respondem hoje por 70% das internações pelo Sistema Único de Saúde, SUS. Com o histórico de atrasos nos repasses estaduais, as Instituições temem por um colapso no atendimento. Segundo Kátia Rocha, presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas),”se essa rede de atendimento parar, os cidadãos não terão local de atendimento. Isso é muito grave”, ressalta.

            O deputado Carlos Pimenta, autor do requerimento, criticou a ausência de representante do Governo do Estado que poderia dar respostas aos gestores e à população. Ele disse que pode ser necessária a intervenção do Governo Federal na gestão da saúde em Minas. “Numa última etapa, num último esforço, nós estaríamos indo a Brasília, apoiado pela bancada federal, falar com o Ministro da Saúde e com o Presidente da República, pedir ajuda e mostrar a eles a situação de calamidade pública da saúde e quem sabe até mesmo, uma intervenção federal na saúde do nosso Estado”,garante o parlamentar

            Segundo dados da Comissão de Saúde, a dívida do Estado com os municípios mineiros na saúde chegaria a R$ 5 bilhões.  Diante desses  números, o deputado Carlos Pi menta lamenta a situação insustentável e o caos a que chegou a saúde pública. “Os prefeitos não tem como adquirir recursos para resolver seus problemas. O Estado não se manifesta. Por isso a Comissão vai exercer suas prerrogativas, antes de partir para uma situação mais séria”, finaliza Carlos Pimenta.